26/05/2015 - O Projeto Tamar analisou dados preliminares da 34ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas. Leia mais. ↓
O Projeto Tamar analisou dados preliminares da 34ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas monitorada nas praias do continente, entre o norte do Rio de Janeiro e o sul do Rio Grande do Norte. Até o momento, os dados mostram só nessa área prioritária de desova mais de 22.600 ninhos protegidos, gerando mais de 760 mil filhotes levados ao mar em segurança. Os esforços de marcação e monitoramento registraram o flagrantes de cerca de 1.500 fêmeas das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil.
Esses números referem-se apenas à temporada no continente, as ilhas ainda estão fora. "Os dados podem indicar um aumento significativo no número de filhotes gerados e protegidos quando comparamos com as quatro temporadas anteriores", explica Neca Marcovaldi, coordenadora de conservação e pesquisa do Tamar. Ainda são aguardadas informações da temporada nas ilhas de Fernando de Noronha e Trindade, que acaba em julho, e serão somadas aos registros totais nas áreas prioritárias de desova monitoradas no litoral do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte.
Criado há 35 anos, o Projeto Tamar é uma cooperação entre o Centro Tamar/ICMBio e a Fundação Pró-Tamar. Trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Protege cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas. Tem o patrocínio oficial da Petrobras, através do programa Petrobras Socioambiental, e nos nove estados brasileiros onde atua, recebe diversos apoios locais.
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