03/09/2026 - O IX Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2026), realizado entre os dias 24 e 28 de agosto em Vitória (ES), consolidou-se como um dos principais eventos técnico-científicos das Ciências do Mar no Brasil. ↓
Promovido pela Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e o Governo do Estado, o congresso reuniu quase duas mil pessoas, entre pesquisadores, estudantes e representantes dos setores público e privado, para debater ciência, inovação, sustentabilidade e a conservação dos ambientes marinhos e costeiros.
A programação abordou temas como Economia Azul, mudanças climáticas, conservação marinha, gestão costeira, ordenamento territorial, serviços ecossistêmicos, inovação tecnológica, inteligência artificial e novas tecnologias de observação oceânica, além de pesquisas e experiências nas diferentes áreas da Oceanografia. O CBO’2026 também promoveu minicursos, palestras, mesas-redondas, simpósios, apresentações de trabalhos científicos e atividades de integração, reforçando a importância da ciência, da inovação e da cooperação entre diferentes setores para o uso sustentável e a conservação dos ambientes marinhos e costeiros.

Durante o evento, aconteceu a 2ª Feira de Tecnologia Oceânica Brasil (OceanTech Brasil’ 2026) e as suas atividades integradas foram grandes destaques no CBO’2026, funcionando como vitrine de negócios, inovação e sustentabilidade aberta ao público geral. Além da área comercial, contou também com a 2ª Tenda de Sustentabilidade Oceânica, espaço aberto à população local focado na Cultura Oceânica e nos princípios da Década do Oceano da ONU, reunindo projetos socioambientais de bioeconomia, turismo responsável, conservação e cases de combate à poluição.

A conservação das tartarugas marinhas foi representada em diferentes fóruns e atividades do congresso. Foram mais de 40 trabalhos científicos apresentados por diversas instituições. A Fundação Projeto Tamar teve participação destacada na programação, com uma apresentação oral sobre novas áreas de alimentação de tartarugas-cabeçudas (Caretta caretta) identificadas por meio de estudo de telemetria (SIM) e painéis nas áreas de cultura oceânica, educação ambiental e economia azul. Também houveram participações em mesas redondas relacionadas a conservação e sobre o Programa de Monitoramento de Praias, além de um simpósio sobre monitoramento acústico de animais marinhos.
A presença da Fundação no evento reforça nosso legado que integra conhecimento científico, educação ambiental e envolvimento comunitário, reconhecendo que a conservação das tartarugas marinhas está diretamente relacionada à valorização das pessoas e dos territórios costeiros.

A abertura do Congresso foi marcada pela entrega da Honraria Prêmio Tritão à oceanógrafa Neca Marcovaldi, fundadora e atual Diretora de Pesquisa e Conservação da Fundação Projeto Tamar. Este prêmio reconhece a relevância da sua contribuição técnica, científica e institucional para o avanço das Ciências do Mar no país.
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