07/10/2010 - A praia do Pontal do Peba, em Piaçabuçu, no litoral sul de Alagoas, é importante área de passagem das tartarugas marinhas, tem chamado atenção dos pesquisadores pelo índice elevado de tartarugas mortas registrado. Leia mais. ↓
Recentes estudos de telemetria por satélite apontaram a praia do Pontal do Peba, em Piaçabuçu, no litoral sul de Alagoas, como importante área de passagem das tartarugas marinhas, durante as migrações reprodutivas e pós-reprodutivas. Por isso, esta localidade tem chamado atenção também pelo índice elevado de tartarugas mortas ao longo dos 23 km de praias monitoradas pela Coordenação Regional do Tamar em Sergipe e Alagoas, quando comparados a outros trechos de praia.
Segundo a bióloga Jaqueline de Castilhos, coordenadora técnica do Projeto na região, entre 1º de julho e 16 agosto foram registrados 31 animais mortos nessa área - e três deles estavam marcados, o que possibilitou identificar parte do percurso de cada indivídu uma tartaruga verde (Chelonia mydas), de 0,59m de comprimento, marcada no Uruguai em 30 de julho de 2007; uma cabeçuda (Caretta caretta), de 1,07m de comprimento, abordada em reprodução nos dias 6 e 23 de novembro de 2009, em Comboios/ES; e uma oliva (Lepidochelys olivacea), de 0,775m de comprimento, marcada na praia de Santa Isabel, em Pirambu/SE, em 13 de novembro de 2008.
Assim como em praticamente toda a costa do Brasil e na zona oceânica, no Pontal do Peba as tartarugas são capturadas incidentalmente em diversas artes de pesca, o que representa uma grande ameaça para essas espécies. No caso da tartaruga oliva, que ocorre preferencialmente no litoral de Sergipe, a pesca de arrasto de camarão e o espinhel pelágico representam as maiores ameaças, com capturas de adultos e juvenis. O Tamar prioriza ações que visam reduzir as capturas incidentais: promove campanhas educativas em terra e mar, monitora pescarias e participa de fóruns de discussão nos diversos segmentos dessa atividade econômica relevante para o país. Em junho foi iniciada mais uma importante ação no mar, com os cruzeiros do barco Assombração, para monitorar a pesca entre Alagoas e Bahia. Além das abordagens educativas, também podem gerar informações sobre o esforço da pesca, áreas de atividade mais intensa e quando há maior interação com tartarugas marinhas.
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